Foto: Serjão/Bar Canto da Sorte
Estádio Saraivão, em Ivinhema
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promoveu uma mudança importante no regulamento específico da Copa do Brasil 2026 ao reduzir a capacidade mínima exigida dos estádios na primeira fase da competição. O limite, que antes era de 4 mil lugares, passou para 2 mil, facilitando a vida de clubes de menor estrutura espalhados pelo país.
A nova versão do regulamento foi divulgada nesta terça-feira (20) pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) e confirmada oficialmente pela CBF. O documento atualizado deve ser publicado no site da entidade ainda nesta semana.
A alteração impacta diretamente clubes como Ivinhema e Pantanal, que agora poderão mandar seus jogos da primeira fase em seus próprios estádios. Antes da mudança, nenhuma praça esportiva de Mato Grosso do Sul atendia ao critério mínimo exigido, o que obrigaria os times a buscar mandos fora de suas cidades.
Apesar do alívio inicial, a CBF manteve no regulamento a proibição do uso de arquibancadas provisórias em 2026. Além disso, a exigência de 4 mil lugares segue válida da segunda até a quarta fase da competição, o que ainda pode gerar dificuldades para clubes do Estado em caso de classificação.
Confira as exigências de capacidade por fase da Copa do Brasil 2026:
Primeira fase: 2 mil lugares
Segunda à quarta fase: 4 mil lugares
Quinta fase até as quartas de final: 10 mil lugares
Semifinais e final: 15 mil lugares
Na edição de 2025, a capacidade mínima já era de 4 mil torcedores desde a primeira fase, mas havia a possibilidade de instalação de arquibancadas provisórias. O recurso foi utilizado, por exemplo, pelo Operário-MS no duelo contra o Criciúma, no Estádio das Moreninhas, em Campo Grande.
Mesmo com a flexibilização inicial, o cenário segue desafiador para o futebol sul-mato-grossense. Atualmente, nenhuma praça esportiva do Estado possui liberação para receber público mínimo de 4 mil pessoas. O Operário-MS, que entra diretamente na segunda fase, e eventuais classificados como Ivinhema ou Pantanal, podem voltar a enfrentar o mesmo impasse adiante.
Na semana passada, o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, já havia sinalizado que buscaria alternativas junto à CBF para evitar prejuízos aos clubes. Durante visita às obras do Estádio das Moreninhas, ele reforçou o compromisso da federação em encontrar soluções.
“A Federação tem a obrigação de ajudar os clubes. Quero buscar uma solução junto à CBF”, afirmou. Os confrontos e mandos de campo da primeira fase da Copa do Brasil 2026 ainda não foram sorteados pela entidade máxima do futebol brasileiro.