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TJD confirma punição de 18 pontos e rebaixa o América-RN no Campeonato Potiguar 2026

Foto: reprodução

Sessão do TJD -RN foi nesta quinta-feira

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD-RN) confirmou, na noite desta quinta-feira, a punição máxima ao América-RN e decretou o rebaixamento do clube no Campeonato Potiguar 2026. A 1ª Comissão Disciplinar aplicou a perda de 18 pontos, com base no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Relator do processo, o auditor Ívis Giorgio Tavares Barros Dias votou pela condenação, mas defendeu a não retirada dos pontos conquistados nas partidas em que ocorreu a infração. Caso o entendimento fosse seguido, a punição seria reduzida para nove pontos, o que manteria o América-RN com chances de escapar do rebaixamento.

No entanto, os demais auditores divergiram do relator e decidiram pela aplicação integral da penalidade, confirmando a perda total de 18 pontos. Com isso, o América-RN cai para a penúltima posição da tabela e tem o rebaixamento matematicamente confirmado no Estadual.

A denúncia teve origem em Notícia de Infração apresentada por ABC, Potiguar de Mossoró, QFC, Laguna, Globo FC e Santa Cruz de Natal. O processo apura a escalação irregular do lateral-direito Elias, de 20 anos, relacionado nos três primeiros jogos do Campeonato Potiguar 2026 com contrato não profissional, em desacordo com o parágrafo 3º do artigo 19 do regulamento da competição.

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) já havia retirado, de forma cautelar, os 18 pontos do América-RN na última sexta-feira. A decisão do TJD confirma a medida e consolida o rebaixamento, com o empate em 0 a 0 com o Potiguar de Mossoró, ocorrido ontem.


O julgamento também envolve o Potyguar Seridoense, denunciado por quatro infrações ao artigo 214 do CBJD, com pedido de perda de 15 pontos. A decisão sobre o clube também o rebaixou no Campeonato Potiguar 2026.

Com a perda de 18 pontos confirmada, o América-RN está oficialmente rebaixado no Potiguar 2026. Mas, o clube, assim como o Potyguar Seridoense, podem recorrer no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Brasil estreia no Sul-Americano Feminino Sub-20 vencendo o Equador de virada

Foto: divulgação / Conmebol

Brasil venceu o Equador
Canarinho buscou a virada no segundo tempo, mas cedeu empate no fim

Nesta quinta-feira, dia 5, no Estádio Luis Alfonso Giagni, em Villa Elisa, no Paraguai, a Seleção Brasileira estreou no Sul-Americano Feminino Sub-20 de 2026 vencendo o Equador, de virada, por 3 a 2. O final da partida teve muita emoção!

As duas seleções estão no Grupo B do certame, que conta também com Argentinta, Peru e Bolívia. Já o  Grupo A tem Paraguai, equipe da casa, Venezuela, Colômbia, Uruguai e Chile.

O Brasil teve muitas dificuldades para achar seu melhor nível na primeira etapa. As melhores chances do início do jogo foram todas do Equador. Guerra, incisiva pelo lado direito, recebeu a bola com espaço em várias oportunidades. Elu conseguiu levar a melhor e vinha salvando a seleção brasileira, que perdeu chance incrível com Dudinha mandando na trave com o gol aberto.

Quase nos acréscimos da etapa inicial, aos 44 minutos o Equador finalmente conseguiu transformar o volume de jogo em gol: Vélez recebeu bola no meio da área, limpou a marcação e finalizou, dessa vez sem chances para Elu: 1 a 0 para a La Tri.

O Brasil foi para cima no segundo tempo e chegou ao empate aos 14 minutos. Gisele recebeu na direita, arrancou e ganhou de Jenifer Zambrano na velocidade. Ela chutou rasteiro, a bola passou pela goleira Alcívar e bateu caprichosamente na trave. No rebote, Carioca recebeu, dominou e finalizou forte, sem chances para a goleira: 1 a 1.

Aos 34 minutos, veio a virada. Um gol com participação efetiva das jogadoras vindas do banco. Samara cruzou da direita, Brendha recebeu na área e, mesmo entre duas marcadores, conseguiu achar espaço para finalizar e vencer Alcívar: 2 a 1 para a Canarinho.

Mas, aos 43', o Equador deixou tudo igual novamente. Guerra é derrubada na área por Isa Nunes: pênalti e expulsão da brasileira. Cazares deslocou a goleira Elu, que pulou para a direita, sem chances de defender a batida na esquerda. O Equador aproveitou o pênalti e empata o jogo: 2 a 2.


Mas a Seleção Canarinho insistiu e buscou o gol da vitória aos 47'. Ana Bia aproveitou a sobra, fez um levantamento de muito longe e a goleira equatoriana errou completamente o tempo de bola. O cruzamento foii direto para o gol: 3 a 2 para o Brasil e fim de jogo em Villa Elisa.

As duas equipe voltam a campo no sábado, dia 7, com ambas as partidas começando às 18 horas. No Estádio Luis Alfonso Giagni, em Villa Elisa, o Brasil tem pela frente a Bolívia. Já em Assunção, no Estadio Emiliano Ghezzi, o Equador mede forças contra a Argentina.

Projeto pode colocar fim ao patrocínio das bets no futebol brasileiro

Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

Senado Federal discute projeto que pode proibir patrocínio de apostas no futebol brasileiro
Senado analisa projeto que pode proibir patrocínio de apostas no futebol brasileiro

Um projeto de lei aprovado por comissão no Senado pode provocar uma mudança histórica no futebol brasileiro. Em fevereiro de 2026, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) aprovou o PL 3.563/2024, que proíbe a publicidade e o patrocínio de apostas esportivas (bets) e jogos online no Brasil.

A proposta, de autoria do senador Randolfe Rodrigues e relatada pela senadora Damares Alves, altera legislações em vigor e estabelece restrições amplas à atuação das empresas de apostas, que hoje estão fortemente presentes no esporte nacional, especialmente no futebol.

O que o projeto proíbe

Se aprovado em definitivo, o texto impede qualquer tipo de publicidade ou ação promocional relacionada às bets. Entre os principais pontos do projeto estão:

  • Proibição de anúncios em TV, rádio, jornais, revistas, internet e redes sociais;

  • Fim dos patrocínios a clubes de futebol, competições esportivas, eventos culturais ou cívicos;

  • Vedação à publicidade indireta, incluindo transmissões esportivas, filmes, conteúdos digitais e propaganda subliminar;

  • Proibição de conteúdos que incentivem ou façam apologia às apostas, mesmo de forma velada;

  • Bloqueio de apostas ligadas a eleições, plebiscitos e referendos, com o objetivo de proteger a integridade democrática;

  • Proibição da pré-instalação de aplicativos de apostas em celulares, computadores, tablets e smart TVs.

Na prática, o projeto pode retirar das camisas dos clubes, placas de estádio e transmissões esportivas as marcas de casas de apostas — hoje uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro.
Impacto direto no futebol

Atualmente, a maioria dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro mantém patrocínios máster ou secundários com empresas de apostas. A eventual aprovação do PL 3.563/2024 obrigaria clubes, federações e organizadores de competições a rever contratos milionários, com impacto direto nas finanças do esporte.

Além disso, transmissões esportivas e portais de notícias também seriam afetados, já que o projeto veda qualquer tipo de menção promocional ou estímulo às apostas.

Próximos passos no Senado

Após a aprovação na CCT, o projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No colegiado, a proposta pode ser analisada em conjunto com outros projetos semelhantes antes de seguir para votação no plenário.


Caso aprovado pelos senadores, o texto ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de eventual sanção presidencial.

Debate deve se intensificar

A proposta já provoca forte reação de clubes, emissoras e empresas do setor, enquanto defensores do projeto argumentam que a medida é necessária para combater o vício em jogos, proteger crianças e adolescentes e garantir maior responsabilidade social na comunicação.

Com o avanço do texto no Congresso, o debate sobre o futuro das bets no futebol brasileiro promete se intensificar nos próximos meses.

Primavera prepara categorias sub-11, 12 e 13 para 2026

Foto: Rodrigo Menezes - Bigas

Jogadores da base do Fantasma de 2025

O Primavera SAF deu início aos treinamentos para os jovens atletas das categorias de base. Para 2026, o Fantasma da Ituana contará com as categorias sub-11, 12 e 13.

A novidade para a temporada será a volta do Primavera na disputa do Campeonato Paulista sub-11 e sub-12. O conselho técnico da competição está marcado para o dia 24 de fevereiro.

“Para 2026, nossa palavra de ordem é continuidade. No futebol de base, o maior erro é interromper processos no meio do caminho. O que mais me entusiasma para esta temporada é ver o amadurecimento de alguns atletas que estão conosco desde 2024. Não estamos apenas montando um time, estamos colhendo os frutos de um ciclo de anos. Esses atletas já têm o DNA do clube, conhecem o esquema tático e possuem uma casca competitiva que só o tempo de casa oferece. Esse 'lastro' de convivência é o nosso maior reforço para as competições que teremos pela frente. Além disso nós mantemos a comissão técnica integralmente. São profissionais que já entenderam nossa metodologia e, acima de tudo, criaram um vínculo de confiança com os atletas”, comentou o coordenador das categorias de base, Sandro Rodrigues.


“Estamos em uma fase crucial de profissionalização institucional. O processo para nos tornarmos oficialmente um Clube Formador é a nossa maior prioridade administrativa em 2026. Estamos investindo não só em campo, mas em toda a estrutura de apoio — assistência social, médica e psicológica. Obter esse certificado é o selo de que teremos um ambiente seguro para o desenvolvimento de novos talentos. É o que vai nos permitir proteger nossos ativos e elevar o patamar do clube no cenário nacional”, acrescentou Sandro.

Agora, o clube realiza avaliações para novos atletas na categoria sub-11. Interessados podem entrar em contato pelo Instagram @primaverabaseoficial

CBF instala Agência de Regulação e inicia implantação do Fair Play Financeiro no Brasil

Foto: Junior Souza / CBF

Flair Play Financeiro Brasil CBF
CBF deu um passo para colocar em prática o Fair Play Financeiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início à implementação do Fair Play Financeiro no Brasil com a instalação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão autônomo responsável por gerir e fiscalizar o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).

O SSF estabelece regras de solvência, controle de gastos e estabilidade financeira, com o objetivo de evitar endividamento excessivo e garantir que os clubes atuem dentro de suas realidades econômicas. Já a ANRESF será responsável por monitorar o cumprimento das normas e julgar eventuais infrações.

Durante a primeira reunião do órgão, a Diretoria Colegiada tomou posse e elegeu Caio Cordeiro de Resende como o primeiro presidente da Agência, com mandato de quatro anos. O encontro também definiu o cronograma de obrigações financeiras para os clubes a partir da temporada 2026.

Entre as principais medidas estão a exigência de declarações periódicas de solvência, a entrega de demonstrações financeiras, a criação de um Manual de Práticas Contábeis e o lançamento de um Canal de Denúncias, previsto para março, para reportar atrasos em salários, impostos e transferências.


O novo regulamento prevê sanções graduais, que vão de advertências até bloqueio de registros de atletas, o chamado transfer ban. Dívidas anteriores a 2026 terão período de adaptação, enquanto novas obrigações já estarão sujeitas às penalidades.

A CBF afirma que a iniciativa marca uma nova fase de profissionalização e responsabilidade financeira no futebol brasileiro, alinhando o país a práticas adotadas em grandes ligas internacionais.

Brasileirão Série B 2026 terá playoff por duas vagas do acesso e não fará pausa na Copa do Mundo

Foto: Junior Souza / CBF

Troféu Campeonato Brasileiro Série B
O troféu da Série B

Os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro de 2026 aprovaram, em Conselho Técnico realizado nesta quinta-feira (5), na sede da CBF, no Rio de Janeiro, a criação de um playoff para definição de duas vagas de acesso à Série A. Também ficou definido que a competição não será paralisada durante a Copa do Mundo, no meio do ano.

Pelo novo formato, os dois primeiros colocados da tabela garantirão acesso direto à Série A de 2027. As outras duas vagas serão decididas em mata-matas de ida e volta, com os confrontos entre 3º x 6º e 4º x 5º colocados.

A proposta do playoff foi feita por duas agremiações, CRB e Vila Nova, e foi aprovada por 17 clubes. Apenas Fortaleza, Náutico e Sport foram contrários.

Com a mudança, a campanha de um clube que disputar o acesso via playoff poderá chegar a 40 partidas na temporada. A alteração foi apresentada e aprovada durante a reunião, apesar de a CBF já ter divulgado o calendário de 2026 anteriormente, sem prever mudanças no formato da Série B.
Retorno do mata-mata após 20 anos

Será a primeira vez desde 2002 que o acesso à elite nacional será decidido em confrontos eliminatórios. Após aquele ano, a Série B adotou o quadrangular final (2003 a 2005) e, a partir de 2006, passou a ser disputada em pontos corridos.


A edição de 2026 contará com cinco clubes do Nordeste — Ceará, CRB, Fortaleza, Náutico e Sport — o que pode gerar clássicos regionais decisivos também na fase de playoff.

O modelo aprovado se assemelha ao da segunda divisão inglesa, onde os clubes do 3º ao 6º lugar disputam a última vaga de acesso em mata-mata, sistema adotado há décadas no futebol europeu.

Raphinha segue treinando e avalia propostas após passagens por Jabaquara e Auto Esporte

Foto: arquivo pessoal

Raphinha segue treinando

Lateral-direito com passagens por Jabaquara e Auto Esporte, Raphinha, de 28 anos, segue treinando diariamente enquanto avalia propostas para a sequência da carreira no futebol brasileiro. Mesmo sem vínculo com clube nesta temporada, o jogador mantém a preparação física e técnica para estar apto quando surgir uma nova oportunidade.

Em entrevista, o atleta revelou que já recebeu sondagens e propostas de equipes de diferentes regiões do país, mas prefere analisar com cautela o próximo passo profissional.

“Já recebi algumas propostas e também sondagens de clubes de várias partes do Brasil. Estou avaliando o que é melhor para a sequência da minha carreira neste momento e espero, em breve, estar em campo novamente”, afirmou.

Enquanto define o futuro, Raphinha mantém uma rotina intensa de treinamentos, com foco na parte física, fundamentos e atividades com bola.

“Estou treinando todos os dias, trabalhando a parte física, fundamentos e com bola. Vou estar pronto quando voltar a atuar”, completou.


Carreira de Raphinha no futebol

Formado nas categorias de base de Atlético Mogi, União Mogi, Raphinha estreou como profissional em 2016, aos 18 anos, pelo Atibaia. Ao longo da carreira, também defendeu Social, União Suzano AC, Jabaquara e Auto Esporte, clube pelo qual atuou nas últimas temporadas.

Investigação do MP leva São Paulo a rescindir com fornecedora

Foto: reprodução

Morumbi São Paulo FC MP
Clube afirma que empresa movimentou agenda financeira sem autorização; caso é analisado a partir de dados da plataforma Zig Pay

O São Paulo informou nesta quinta-feira (5) que notificou a empresa FGOAL para a rescisão do contrato de fornecimento de alimentos e bebidas ao clube. Segundo a diretoria tricolor, a decisão foi tomada após a identificação de movimentações financeiras sem autorização formal ou contratual.

Em nota oficial, o clube afirmou que a irregularidade foi constatada a partir da análise de informações da plataforma Zig Pay, responsável pela operação das maquininhas de pagamento utilizadas nas dependências do São Paulo.

“Diante disso, o clube notificou a FGOAL da rescisão contratual por justa causa, com efeito em 30 dias, contados a partir do envio da notificação, e solicitou que, em até 15 dias, a empresa apresente as suas explicações”, informou o São Paulo.

Investigação do MP e da Polícia Civil - Na última semana, uma força-tarefa do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil abriu uma terceira frente de investigação envolvendo o clube. O objetivo é apurar cobranças supostamente irregulares a concessionários que atuam no São Paulo. De acordo com a apuração, pagamentos feitos por cartão teriam como destino direto o clube.

O ex-diretor social Antonio Donizete, conhecido como Dedé, afirmou que a prática visava à arrecadação do setor social e negou enriquecimento pessoal. Ele é investigado em razão de um áudio no qual comenta sobre cobranças feitas a empresas interessadas em atuar no clube.

Na gravação, à qual o Estadão teve acesso, Dedé afirma que a taxa para uma empresa ingressar no São Paulo variaria entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, além de mencionar a cobrança de até 20% do faturamento bruto.


Outros inquéritos em andamento - Além desse procedimento, uma primeira investigação, aberta em outubro, apura supostos desvios financeiros relacionados a saques suspeitos em contas do São Paulo e outras movimentações atribuídas ao ex-presidente Júlio Casares.

Já o segundo inquérito investiga o uso irregular de espaços do clube, como o camarote 3A, no MorumBis. A apuração também teve início a partir de um áudio que envolve a intermediária Rita de Cássia Adriana Prado em conversa com os ex-diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann.

Sérgio Guedes avalia jogo atípico da Briosa na derrota para o Paulista na A3

Foto: João Jardim/Agência Briosa

Treinador da Portuguesa Santista à beira do campo durante jogo da A3
Técnico analisa atuação fora do padrão da Portuguesa Santista, em Jundiaí, e ressalta processo de construção

A primeira derrota da Portuguesa Santista na A3 do Campeonato Paulista foi registrada na noite de quarta-feira (04). Atuando em Jundiaí, a Briosa perdeu por 2 a 0 para o Paulista, em um confronto que, segundo o técnico Sérgio Guedes, fugiu das características habituais da equipe.

“Fizemos um jogo atípico pelas características do nosso time, por uma série de razões”, avaliou o treinador após a partida. Para ele, a postura do adversário teve influência direta no andamento do confronto. “O Paulista jogou forçando, brigou pelo erro, pela necessidade que tinha, foi feliz, e nós encontramos dificuldades”, completou.

Apesar do resultado negativo, Sérgio Guedes evitou uma análise precipitada sobre o desempenho e defendeu cautela na avaliação do contexto da partida. “As circunstâncias, por si só, exigem bastante critério e calma na análise”, destacou.


O treinador também ressaltou que a Portuguesa Santista passa por um processo de construção ao longo da competição, no qual enfrentar diferentes cenários faz parte do amadurecimento do grupo. “Estamos formando um bom time, uma equipe que briga a competição e que precisa conviver com as inúmeras circunstâncias do campeonato”, finalizou.

Vila Belmiro é palco de protestos no empate do Santos contra o São Paulo

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Paes

Protesto Vila Belmiro Santos FC
As organizadas do Santos protestaram diante do São Paulo

O Santos segue afundado em sua má fase nesse começo de temporada. Na noite desta quarta-feira, dia 3, viveu mais um episódio dessa aparentemente infinita série de desventuras, empatando com o São Paulo na Vila Belmiro por 1 a 1. No clássico, onde o alvinegro cedeu o resultado ao Tricolor, a paciência do torcedor parece ter se esgotado e vários protestos deram o som da noite na Vila Belmiro, desde torcedores comuns aos organizados. Do início ao fim da partida e depois dela.

O clima na Vila Belmiro era, na verdade, esquisito desde cedo, desde a entrada no estádio. Já no início um aspecto chamou a atenção. Durante quase o primeiro tempo inteiro, as três torcidas organizadas do Santos fizeram silêncio, enquanto os setores da "torcida comum" misturavam cantos de apoio com xingamentos a presidência e a diretoria do clube. Aos 40 minutos, a Sangue Jovem começou com os primeiros protestos do dia, mas foi no intervalo que as coisas ficaram mais presentes.

Nem mesmo o gol de Zé Rafael no finalzinho do primeiro tempo fez com que os protestos fossem reduzidos. No intervalo, em uníssono a Vila Belmiro seguiu os vários cantos de protestos puxados principalmente pela Torcida Jovem, que também exibia também várias faixas de protestos diferentes. Chamavam muita atenção as faixas "+1 post, outra cortina de fumaça" e "empresários e PM mandam, MT (Marcelo Teixeira) obedece."

As músicas de protesto não se limitaram ao setor das organizadas, ecoaram por todo o estádio, inclusive nas cadeiras cativas próximas ao camarote presidencial. Foram 15 minutos de protestos, que passaram por diretoria e elenco, xingamentos e uma forte declaração por parte da principal torcida organizada do Santos: "A nossa guerra agora é com o Teixeira". Parecendo sentir o clima hostil, o Santos voltou muito mal para o segundo tempo, tomou o empate e após o apito final mais protestos puderam ser ouvidos dentro da Vila Belmiro e depois fora dela.


Restará agora aguardar qual será a resposta de uma diretoria que parece perdida num rumo que se apresenta muito mais sombrio que 2023. O Santos parece não conseguir mostrar reação e hoje se apresenta como um time que parece incapaz de vencer Noroeste e Velo Clube, seus últimos adversários no Paulistão e muito menos qualquer outro da Série A do Brasileirão. A Vila Belmiro parece uma ogiva nuclear prestes a detonar e ninguém da diretoria parece capaz de desligar o reator.

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